Hoje, por breves instantes, senti mesmo necessidade de falar contigo. No entanto, cheguei ao pé de ti e não soube o que responder. Mantivemos, assim, um "diálogo de silêncio" e levou horas. Esta nostalgia continua e continua. Ponho uma música, mas nada. Há dias assim, em que uma certa nuvem de sentimentos nos invade por dentro e não quer sair. Permane, ali, imóvel e teima em ficar. Queria tanto abstrair-me dela, mas é tão difícil. Um simples olhar, uma gargalhada, ou uma palavra adquirem então, outra expressão. E normalmente, as frases mais simples são as mais indicadas para se dizerem, com muitas pausas. Mas não saem. E assim ficamos, novamente, no nosso silêncio entre aquilo que será o que pensa a pessoa que escreve e aquilo que será o que medita a pessoa que lê.

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